Se você ainda busca rentabilidade no aluguel residencial tradicional em grandes capitais do Sudeste, os dados de fevereiro de 2026 sugerem uma realidade bem prática:
você pode estar abrindo mão de eficiência. No short-stay, o veredito é matemático quando oferta, demanda e operação estão alinhadas.
1) A batalha dos números: yield de 13,2% vs. 10%
Em destinos consagrados, a rentabilidade bruta anual raramente ultrapassa a casa dos 10% quando o custo de aquisição do m² fica muito alto.
Em João Pessoa, a referência de 13,2% ao ano se sustenta pela assimetria: mesmo com o preço subindo, o faturamento do aluguel por temporada ainda é
desproporcional ao valor do ativo em diversos recortes.
Em linguagem de investidor: onde o custo de entrada ficou "caro demais", o retorno comprime. Onde ainda há janela e demanda consistente, o yield respira.
2) O fenômeno da "estadia de 9 dias"
Diferente de hubs corporativos, onde a rotatividade é alta e a estadia média costuma ser curta, o perfil em João Pessoa é majoritariamente familiar e de lazer
(84%). Os dados apontam permanência média de 9 dias.
- Menor vacância operacional: calendários cheios com menos troca.
- Menor custo: menos limpezas e lavanderia por período ocupado.
- Ticket robusto: com diárias em torno de R$ 250 (JP) e chegando a R$ 330 (Cabedelo), a alta temporada pode passar de R$ 11.000 por unidade.
3) Onde a moeda gira: Cabo Branco vs. Bessa/Jardim Oceania
Cabo Branco (liquidez máxima)
Concentra grande parte do fluxo turístico (72,5%) e trabalha com m² de aluguel em referência de
R$ 61,20. É o bairro para quem busca fluxo de caixa mais imediato e previsível — quando o produto está certo.
Bessa/Jardim Oceania (valorização do aluguel)
A região dos Parques Parahyba teve uma escalada forte de locação (+63%). Em 2026, o inquilino premium busca "urbanização de lazer"
e paga o ágio por conveniência e experiência no entorno.
4) O alerta: a armadilha do studio "commodity"
O mercado de 2026 ficou mais competitivo em compactos. A linha que separa lucro de guerra de preços é, muitas vezes, simples: vaga de garagem e diferenciais reais.
Studio pequeno sem vaga tende a virar commodity — e commodity vira desconto.
Os imóveis que se mantêm no topo do yield são os que respeitam a logística do inquilino premium: compactos bem resolvidos, com vaga garantida quando o perfil exige,
e infraestrutura de lazer que funcione no dia a dia.
Conclusão: saia da renda "preguiçosa", entre na soberania
O mercado imobiliário da Paraíba deixou de ser "aposta de verão" e passou a ser estratégia de blindagem patrimonial. Com escassez física de estoque e um short-stay
em patamar eficiente, quem entra bem posicionado captura não só o yield do Airbnb, mas também a reprecificação histórica que João Pessoa vive.
Se você quer agir com critério técnico, e não no impulso, vale conversar com a curadoria e entender quais tipologias fazem sentido para o seu objetivo.